“Enquanto jovens artistas, procuramos direcionar a nossa própria produção para a criação de oportunidades de reflexão e discussão que resultem em ações de intervenção sociocultural. Desta forma, procuramos instigar a reflexão do público, despertando inquietações que resultem em pequenas revoluções pessoais, com o objetivo de que, um dia, talvez se consiga alcançar um mundo novo, socialmente equalitário e sensível às verdades de cada um.

Se sempre foi uma questão para nós, netos de gente do campo, é, agora, cada vez mais claro que as rotinas dos grandes centros urbanos são uma fonte de stress, clausura e de proliferação de doenças. A TERRA DOS SORRISOS TAPADOS procura contrapor o estilo de vida da cidade onde somos forçados a crescer e a fazer vida com o sonho de voltar para o campo, respirar fundo, acordar com os pássaros e dizer “Bom dia” ao vizinho.

Nesta narrativa, apresentada em modo de concerto multimédia (para vídeo, trompete, percussão e eletrónica), iremos explorar a visão de uma personagem coletiva heterogénea, composta pelos testemunhos reais, paralelos e intergeracionais de quem viveu no campo ou nasceu na cidade – estes testemunhos serão recolhidos ao longo de quatro meses, em sete localidades da zona norte e centro, litoral e interior de Portugal: Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Porto, Chaves, Torre de Moncorvo, Campo Benfeito e Seia. Importa realçar que A TERRA DOS SORRISOS TAPADOS será, certamente, o primeiro passo de um trabalho prolongado que nos permitirá iniciar um processo de reflexão profunda sobre a utilidade interventiva da criação artística e do modo de vida que queremos para o nosso futuro”
Camila Salomé Menino e Manuel Brásio
Outubro 2020

projecto em criação.
Mais informações em breve

A equipa

Manuel Brásio e Camila Salomé Menino

MANUEL BRÁSIO

Músico e criativo ligado à composição e sound design para concerto, teatro, dança, e cinema, baterista e percussionista freelancer; professor e formador nas áreas da criatividade musical; sócio sobrevivente da AISCA, sócio fundador e coordenador de actividades da Interferência juntamente com José Tiago Baptista; colabora ainda no projecto FabLab Porto de João Barros, na equipa da Digitópia/Casa da Música e no projecto performativo Melífluo. Licenciado em Composição na ESMAE; Mestre em Multimédia: Música Interactiva e Design de Som pela FEUP; Compositor editado pelo Mic.pt e pelo mpmp; colabora frequentemente com o Teatro do Montemuro; escreveu “Bom dia Sophia” para oboé solo, uma encomenda da RTP/ANTENA2 para o Prémio Jovens Músicos 2018; Foi ainda director artístico, compositor e intérprete de SUPRAHUMAN obra em digressão da Interferência em 2019 com o apoio da DGARTES, Centro Nacional de Cultura, IPDJ e Antena 2. De momento apresenta-se em digressão com QUEM FALA ASSIM, um concerto multimédia, produção Interferência em colaboração com a Associação Portuguesa de Gagos no qual divide a criação e direcção artística com José Tiago Baptista.
 mais info: www.manuelbrasio.xyz / www.interferencia.pt

CAMILA SALOMÉ MENINO

Trompetista e compositora natural do Porto. Frequenta a licenciatura em música na Universidade de Aveiro. Compositora emergente da 1a Edição do Festival CriaSons, na temporada 2018/19 da Musicamera Produções; vencedora do concurso “Quem é Calouste?”, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian; premiada na 8a, 9a e 10a edição do concurso “Prémio de Composição Século XXI”, organizado pela ARTEAM. Colaborou na criação do álbum “Reflexos” e “Flow”, gravados pelo clarinetista Frederic Cardoso e pelo eufonista Mauro Martins, respetivamente. Escreveu “Silêncio para 4”, para flauta e recitante, obra inserida no Concerto de Laureados do Prémio Musa 2020, organizado pelo MPMP – Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa. Colabora com a Orquestra Clássica de Espinho e a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves.

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