Como diria Murray Schafer: “o primeiro passo prático, em qualquer reforma educacional, é dar o primeiro passo prático”.

Anticatacresofonia tenta ser isso mesmo, (mais) um passo. Mais do que um acto isolado, pretende ser um reforço da necessidade de actualização do sistema de ensino artístico especializado; mais uma voz que evoca a necessidade de incorporar, na pedagógica musical, a música do séc. XX e XXI, tanto nas suas teorias, conceitos e técnicas composicionais, como na necessidade da componente prática como meio à assimilação teórica.

Estes seminários dividem-se em duas partes: 

A parte teórica consiste numa contextualização histórico-social, na audição e na exposição teórica e analítica de obras escolhidas, com o objetivo de demonstrar a variedade de inovações existentes na música do séc. XX. Esta passagem por várias abordagens musicais permite abrir espaço e mostrar possibilidades que serão exploradas na parte prática. No final, será entregue um guia de audição com as obras trabalhadas e outras que complementam o trabalho auditivo desenvolvido.

A parte prática será um momento de oficina, explorando temáticas como a improvisação, composição de música para filmes, composição de peças electroacústicas, criação de partitura gráfica, exploração e experimentação sonora, acabando numa apresentação final, à comunidade escolar, sob a forma de um concerto.

Estes seminários, com a duração de 3 ou 4 dias, desenvolvem-se nas escolas de ensino artístico de música, entidades que temos em vista estabelecer parcerias para a execução financeira do projecto. 

Este projecto pretende que os participantes sejam capazes de
– Contextualizar e aprofundar aspectos/temas da música contemporânea, tais como, a música electroacústica, a música minimal, a música espectral, a música experimental e a composição em tempo real; 
– Conhecer diferentes sonoridades e formas de interacção com a música; 
– Discutir os diferentes pontos de vista emergidos no séc. XX (criação musical, práticas musicais); 
– Cooperar para o desenvolvimento de uma autonomia na procura de estratégias interpretativas, técnicas, exploratórias e criativas; 
– Contribuir para uma maior compreensão da música contemporânea por parte dos seus intérpretes e ouvintes.

Fizemos um pequeno documentário no âmbito do Orçamento Participativo 2018. Não ganhamos nada mas ficamos com um bom resumo do projecto em 4 partes:

 

Mais alguns vídeos exemplificativos:

A EQUIPA

José Tiago Baptista
Licenciado em Educação Musical na ESE – Porto e licenciado em Composição na ESMAE. Mestre em Ensino da Música – Variante Composição e Análise Musical na Universidade de Aveiro. Professor de Análise e Técnicas de Composição na Academia de Música de Viana do Castelo e de Teoria e Análise Musical na Escola Profissional Artística do Alto Minho (ARTEAM) e na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE). Sócio fundador da INTERFERÊNCIA.

 

Manuel Brásio
Licenciado em Composição na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo; Mestre em Multimédia: Música Interactiva e Design de Som pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; Professor; Compositor e Sound Designer para Concerto, Teatro, Dança, Cinema e Videojogos; Baterista e Percussionista freelancer; Sóccio sobrevivente da AISCA e sócio fundador da Interferência, colabora ainda no projecto FabLab Porto de João Barros. Recentemente, fez sound design e música para “Os Estrangeiros” um documentário de Rita Al Cunha com produção da AO NORTE Cineclube Viana; colabora frequentemente com o Teatro Regional da Serra do Montemuro; escreveu “Bom dia Sophia” para oboé solo, uma encomenda da RTP/ANTENA2 para o Prémio Jovens Músicos 2018; e integrou a equipa da Digitópia Casa da Música. Foi ainda director artístico, compositor e interprete de SUPRAHUMAN obra em digressão em 2019 com o apoio da DGARTES, Centro Nacional de Cultura, IPDJ e Antena 2.

 

Filipe Fernandes
Licenciado em Composição na ESMAE. Mestre em Composição e Performance resultante de uma cooperação entre três instituições escandinavas [RMC – Copenhaga, HSM – Gotemburgo e NMH – Oslo], tendo como um dos projectos principais o desenvolvimento e utilização de instrumentos digitais na performance musical. Usa estes instrumentos a solo, em colaborações com projectos como Grilo e a Longifolia e no duo Probióticos [os microorganismos que te fazem bem] com João Grilo. Sócio fundador da INTERFERÊNCIA.

Onde já fomos:

Escola Profissional de Música de Viana do Castelo
Conservatório de Música do Porto
Conservatório de Música de Coimbra
Academia de Música de Espinho
Academia de Música S.João da Madeira
Academia de Música de Lagos
Conservatório de Música da Jobra