Como diria Murray Schafer: “o primeiro passo prático, em qualquer reforma educacional, é dar o primeiro passo prático”.

Anticatacresofonia tenta ser isso mesmo, (mais) um passo. Mais do que um acto isolado, pretende ser um reforço da necessidade de actualização do sistema de ensino artístico; mais uma voz que evoca a necessidade de incorporar, na pedagógica musical, a música do séc. XX e XXI, tanto nas suas teorias, conceitos e técnicas composicionais, como na necessidade da componente prática como meio à assimilação teórica.

PEÇAS ANTICATACRESOFONIA

Anticatacresofonia é um seminário que pretende dar a conhecer novas sonoridades e práticas da nova música. Estes seminários estão pensados para que, a partir da prática musical exploratória, criativa, cooperativa e interativa, se alcance o conhecimento teórico da música do séc. XX/XXI, estimulando o desenvolvimento de uma nova consciência de trabalho artístico e criativo.
Este projecto está adaptado às diferentes modalidades do ensino musical existentes, tendo já sido realizado em escolas profissionais de música, conservatórios e academias, rockschool’s, bandas filarmónicas e outras escolas de ensino não-oficial assim como na modadlidade formação para professores do ensino especializado em música, com creditação de 25 horas.

Murray Schafer afirma que “a criança, isenta de atitudes preconceituosas normalmente encontradas entre os adultos, tem capacidade para apreciar tanto a música do passado quanto a de vanguarda, e deve ser estimulada a tomar contacto com produções de vários estilos e épocas”. Vivemos no séc. XXI e prevalece, no meio escolar, a música até ao séc. XIX, com as suas técnicas musicais, as suas regras e o seu pensamento estilisticamente definidos. Perante isto, muitos alunos perdem o gosto e a vontade de aprender música. Com este projeto, pretendemos ajudar a inverter esta tendência evidenciada por alunos e professores, mostrando a música como uma arte criativa, como um meio de comunicação com numerosas e diversificadas possibilidades de expressão e interpretação, muitas delas ainda por descobrir.

Este projecto pretende que os participantes sejam capazes de: 
– Contextualizar e aprofundar aspectos/temas da música contemporânea, tais como, a música electroacústica, a música minimal, a música espectral, a música experimental e a composição em tempo real;
– Conhecer diferentes sonoridades e formas de interacção com a música;
– Discutir os diferentes pontos de vista emergidos no séc. XX (criação musical, práticas musicais);
– Cooperar para o desenvolvimento de uma autonomia na procura de estratégias interpretativas, técnicas, exploratórias e criativas;
– Contribuir para uma maior compreensão da música contemporânea por parte dos seus intérpretes e ouvintes.

Equipa 2020/2022
José Tiago Baptista e Manuel Brásio – Produção, Formação, Direcção Pedagógica
Ricardo M. Vieira – Formação
Clara Araújo – Fotografia
Afonso Barros – Vídeo
Camila Menino e José Silva – Apoio à Produção

Por onde já passamos:
Escola Profissional Artística do Alto Minho
Conservatório de Música de Felgueiras
Academia de Música Costa Cabral
Academia de Artes de Chaves
Conservatório Regional de Ponta Delgada
Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian 
Conservatório de Música do Porto
Filarmónica do Arrabal
Conservatório de Música de Coimbra
Academia de Música de Espinho
Conservatório de Música da Jobra
Academia de Música de São João da Madeira

HISTÓRIA DO ANTICATACRESOFONIA

ANTICATACRESOFONIA nasce de um outro projecto de 6 alunos do Curso de Composição da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, em 2012. Leonor Abrunheiro, Daniela Castro, Bruno Ferreira, Filipe Fernandes, José Tiago Baptista e Manuel Brásio davam início ao EXPERIÊNCIAS MUSICAIS CONTEMPORÂNEAS – www.experienciascontemporaneas.wordpress.com/ – com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e o empurrão dos professores Fredrick Gifford e Carlos Guedes.
A Interferência é, sem dúvida, resultado dessa primeira experiência.